Mesmo longe de ser uma realidade, a realidade virtual sempre povoou a imaginação dos autores de ficção científica, cientistas com verbas polpudas e gamers cearenses afobados. Ainda estamos longe do Ano da Realidade Virtual, mas estamos avançando, e pesquisadores do Facebook deram um grande passo.

Existem vários sabores de realidade virtual na ficção; alguns usam drogas que criam cenários imaginários. Outros projetam o cenário diretamente no cérebro da pessoa. Esses ou são completamente impossíveis ou estão uns 200 anos no futuro.

Outros cenários criam uma espécie de Holodeck, um ambiente com imagens projetadas e objetos holográficos. Na realidade temos o impressionante ambiente usado no Mandalorian, na ficção temos projeções em 360 graus e objetos criados com campos de força.

O mais comum é o equipamento de realidade virtual que temos hoje, basicamente o mesmo de 30 anos atrás: Um visor cobrindo os olhos e luvas ou controles para interação. Todos esses equipamentos sofrem constante evolução, mas nenhuma revolução. Compare este equipamento da NASA de 1989…

Com um Oculus Quest de 2020.

Claro, tecnologicamente há um oceano de diferença, mas em termos de ergonomia, o avanço foi mínimo, e a Realidade Virtual não vai se tornar popular enquanto não for prática. Já nos livramos daquele monte de sensores e spots de infravermelho, mas os “óculos” ainda são um trambolho. Fora gamers hardcore de RV e gente usando profissionalmente, ninguém quer ser visto usando aquelas abominações.

Uso na rua, também descartado. Realidade Virtual, Realidade Aumentada, nada disso depende de resolução e velocidade, um celular já provê uma experiência adequada. Para a tecnologia se popularizar um equipamento desses precisa ser inconspícuo.

O equipamento criado pelo Facebook Reality Labs é um importante avanço. Ainda, claro, está longe de ser algo digno de Tony Stark, parece mais algo que o Stevie Wonder usaria, mas o pulo do gato é usar lentes holográficas.

Ao invés de uma lente convencional, a nova tecnologia produz uma lente muito mais fina, que refrata várias vezes os fótons da tela LCD de cristal líquido (redundante o bastante?) e com isso a distância necessária para convergir corretamente a imagem no olho do usuário permanece a mesma, mas a distância física entre a tela e a lente, é reduzida.

O protótipo do Facebook ‘só funciona com imagens em verde, mas já conseguiram imagens full color em um equipamento de bancada. Da mesma forma o protótipo só contém as telas e lentes, os drivers de hardware, chips de controle, alimentação, etc estão em um equipamento à parte. É normal, protótipos devem ser fáceis de alterar e fuçar, só isso. Lembre-se do protótipo do primeiro iPhone:

Será esse modelo do Facebook o primeiro óculos de Realidade Virtual realmente popular? Dificilmente, mas depois de 31 anos sem o formato avançar quase nada, é bom ver algo acontecendo.

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